Teatro/ Cinema

Renato Russo

Renato Russo – A Peça


 

            A peça “Renato Russo”, que está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, conta a trajetória do líder da Legião Urbana, desde a sua infância até a sua morte. O musical é estrelado por Bruce Gomlevsky, que já havia interpretado o roqueiro em um especial realizado pela Globo. O ator conta com a companhia apenas da banda Arte Profana.

Diferentemente do que aconteceu na televisão (veja minha análise em http://rcasarin.zip.net/arch2007-09-09_2007-09-15.html ), a história de Renato ganhou uma versão digna no teatro. Nenhuma passagem da sua vida foi omitida, retrataram a figura do ídolo realmente como ela era: um turbilhão de idéias e sentimentos fundidos na mesma pessoa.Todas as fases musicais de Renato estão presentes, desde o Aborto Elétrico até o cd da Legião “Uma outra estação”, lançado após a morte do cantor.

Mas nem tudo é perfeito, há alguns pequenos erros na parte cronológica dos fatos, algumas musicas e ações que não se encaixam no tempo retratado na peça, mas são elementos que apenas os mais fanáticos (como este que vos escreve) irão perceber.

O melhor da peça está no seu final, no modo como trataram a morte do artista. Para os fãs de Renato Russo, uma peça imperdível; para os que não gostam, uma bela chance de conhecer um pouco mais sobre esta polêmica figura.

 

Renato Russo – A Peça

Local: Centro Cultural Banco do Brasil

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112, Centro

Horários: 5º à sábado as 19h30 e domingo às 18h

Preço: R$ 15,00

Em cartaz até o dia 11 de fevereiro.

BOPE

Tropa de Elite


 

Parapapapá pá pá pá parapapapá pá pá pá, este som tomou conta do país. Não só ele, mas expressões como “pede para sair 02” e “fanfarrão”. É o efeito do filme Tropa de Elite, sem dúvida alguma um dos mais comentados dos últimos tempos. Não irei perder tempo aqui falando do que se trata o filme, pois todos já devem saber.

Mais interessante do que o filme em si, é a repercussão que ele vem causando na sociedade. Independente de julgar se os meios utilizados pelo BOPE estão certos ou errados, a sociedade passou a respeitar mais uma parte da polícia, e isso é bom. É melhor ouvir pessoas usando expressões e falando que “aqui é BOPE”, do que os pseudo-malandros idolatrando o PCC ou o Comando Vermelho.

Outro assunto abordado, que é a elite sustentando o crime por meio do consumo de drogas, deve ser tratado com mais cuidado. Claro que esta tese faz sentido, mas ela deveria ser discutida junto com outras, como a legalização parcial ou total das drogas, que também poderia acabar com o tráfico.

As pessoas só devem lembrar que Tropa de Elite é um filme, ou seja, uma ficção. Pode até ser baseado na realidade, mas isso não quer dizer que aquela seja a realidade. Matérias lançadas em revistas, como a Super Interessante, mostram que o cotidiano destas elites da polícia (além do BOPE, há a ROTA, por exemplo) é, muitas vezes, mais violento do que o retratado no filme.

P/ Facul

Motoboys Vida Loca


 

Motoboys Vida Loca (ou Loka, para a classe), de Caito Ortiz, é um retrato de como funciona essa profissão em São Paulo. Por meio de histórias do cotidiano de cinco motoboys o diretor tentou e, até certo ponto conseguiu, fazer-nos entender como funciona aquelas cabeças por debaixo de um capacete.

            Há histórias comoventes, como a do menino que sofreu um acidente no seu primeiro dia de trabalho; ou de outro que trabalha 16 horas por dia, primeiro entregando jornal e depois em uma firma; ou ainda o que diz receber bem, R$ 400,00 por mês! Mas a história que mais se destaca é a de uma motogirl que entrou nesta vida para esquecer a perda de um filho e a separação do marido, vivendo sozinha, passa suas horas em cima de uma moto e diz que continuará assim “até o dia que eu arrebente minha cabeça em uma guia e acabe logo com tudo isso”.

            Pessoas renomadas, como o apresentador de televisão Serginho Groisman, o jornalista Gilberto Dimenstein, o fotógrafo J.R. Duran, o psicólogo Jacob Goldberg e o publicitário Washington Olivetto falam sobre a importância (ou não) que estes motoqueiros têm para a cidade.

            O confronto que existe entre veículos e motos também é abordado, os motoboys, nesses casos, afirmam sempre estarem certos e os motoristas errados. Ai, para compensar o “erro” daqueles que andam de carro, bicas, cusparadas e quebra de retrovisores são os artifícios usados pelos motoqueiros.

            No final aparece um motoboy falando inglês, com cara de estadunidense. O filme podia ter explicado quem é esse ser.


Motoboys Vida Loca - jornal

 

O mundo dos motoboys na cidade de São Paulo, é o que apresenta o documentário Motoboys Vida Loca, do publicitário e cineasta Caito Ortiz. Baseando o filme em cima da história de cinco profissionais desse ramo, o diretor buscou apresentar como é o cotidiano da profissão, com todas as suas lutas, aventuras, prazeres e riscos.

            O documentário, muito elogiado pela imprensa especializada, conta com declarações de personalidades como do apresentador de televisão Serginho Groisman, do jornalista Gilberto Dimenstein, do fotógrafo J.R. Duran, do psicólogo Jacob Goldberg e do publicitário Washington Olivetto. Todos estes falam do seu ponto de vista sobre os motoboys, falando dos seus prós e contras. Goldberg ainda faz um comentário sobre o estado psicológico e de saúde que envolve a profissão.

            A guerra que há entre os motoboys e os motoristas também é retratada, inclusive com fotos de acidentes graves. Os depoimentos dos condutores de carros vêm carregados de ódio contra aqueles que possuem moto que, por sua vez, culpam os motoristas por todo o caos, os acidentes e as discussões do transito.

Facul

Blog X Jornal, parte II


 

Dando continuidade ao trabalho, postarei sobre o mesmo tema em uma forma lingüística e de construção para blog e para jornal. O assunto é o documentário “Sou feia mas tô na moda”.

 

Blog

 

O documentário “Sou feia mas tô na moda”, da diretora Denise Garcia, de 38 anos, procura mostrar como que se deu o fenômeno do funk no Brasil e em algumas poucas partes do mundo. Um tema interessante, mas que podia ter sido explorado de outros pontos de vista.

A diretora entrevistou “estrelas” do funk como Tati Quebra-Barraco, Mc Catra e Dj Marlboro. Acontece que a maioria dessas pessoas não tem muito a dizer. O principal discurso é que utilizam dos elementos do cotidiano da favela para escrever as letras de suas músicas. Isso é se limitar ao mundo deles, coisa que tanto reclamam quando os outros não olham para a favela.

Há também um erro na forma como a sexualidade das letras é abordada, os “artistas” dizem ser sensualidade, quando o que ouvimos e vemos é quase uma demonstração de sexo explicito.

Mas nem tudo são contradições, há bons momentos no filme, como quando relembram de funks antigos, onde ainda havia algum conteúdo nas letras “eu só quero é ser feliz/ andar tranquilamente na favela onde nasci/ e poder me orgulhar/ e ter a consciência que o pobre tem seu lugar”, muito melhor do que as boladonas atuais.

O que realmente faltou foi a opinião de mais pesquisadores, sociólogos e antropólogos. Denise ainda podia ter mostrado a diferença que existe entre o verdadeiro funk e o funk carioca, ou alguém acha que James Brown e Tim Maia são a mesma coisa que Bonde do tigrão?

Uma das justificativas para o nível das músicas foi o fenômeno da axé music, onde a sexualidade já era apresentada e todos achavam até engraçado. Quem faz o funk de hoje é aquele que ouvia na boquinha da garrafa ontem. Assim sendo, tenho medo de pensar o que virá amanhã.

 

No post abaixo a versão para jornal.

Facul

Continuação...

 

Jornal

 

O documentário “Sou feia mas tô na moda”, da diretora Denise Garcia, de 38 anos, procura mostrar como que se deu o fenômeno do funk no Brasil e em algumas partes do mundo.

A diretora entrevistou estrelas do funk como Tati Quebra-Barraco, Mc Catra e Dj Marlboro, para mostrar o ponde de vista dos funkeiros em relação a todas as criticas que sofrem. O principal argumento para as letras é que utilizam dos elementos do cotidiano da favela para escrever suas músicas.

Sensualidade é a palavra-chave no estilo, ao menos é assim que os artistas definem o que muitos chamam de sexualidade. Com isso, principalmente as mulheres do funk, defendem seus direitos e idéias de expor aquilo que faz parte do cotidiano, através de letras que, segundo elas, possuem apenas duplo-sentido.

Funks antigos são retratados e o cenário mundial é mostrado através de alguns shows que o consagrado DJ Marlboro fez por países da Europa, como Inglaterra, França e Espanha. Nestes lugares a aceitação do estilo é muito grande, pois se assemelha com as batidas da música eletrônica.

            Uma da partes mais interessantes do filme é quando um especialista explica o porquê das letras de funk serem assim. Para ele, essa é uma geração que cresceu ouvindo boquinha na garrafa, e todos achavam aquilo normal, até engraçado. Isso refleti no que vemos e ouvimos hoje em dia.

Dança

Mais um pouco de Renato Russo


 

            Após sua morte, o líder da Legião Urbana já foi tema de livros, peças teatrais, programas de televisão e rádio. Agora é a vez de alcançar uma nova forma de arte, o espetáculo de dança “Carne Santa”, do diretor e coreógrafo Sandro Borelli, teve como base de inspiração o discurso social, moral e ético de Renato Russo. Borelli afirma que as palavras do compositor são atuais, “Ainda mais agora, neste mar de lama que estamos vivendo”.

            O grupo se apresenta em São Paulo apenas hoje e amanhã, no Teatro Itália, na Av. Ipiranga, 344, às 21h. O preço é de R$ 10,00

Dvd

Ditadura em filme


 

Preferia que os filmes que recomendo hoje fossem apenas boas histórias de ficção, mas, infelizmente, não são. Tratam de um dos assuntos mais delicados da história do Brasil, a Ditadura Militar.

            “Zuzu Angel” e “O ano em que meus país saíram de férias”, dois filmes sobre esta época recheada de casos nebulosos e até hoje não explicados. Servem para que os jovens tenham um pouco de noção de como era a vida na ditadura.

            Fica ai a dica, eles já podem ser encontrados nas locadoras. Assistam, vale a pena!

Simpsons

Rosquinhas no cinema!


 

            Aquecimento global, engajamento ambiental, criticas ao governo e ao modo de vida dos estadunidenses. Esses elementos poderiam estar em um dos filmes mais sérios dos últimos anos. De certar forma estão, Simpsons- O Filme aborda todos estes temas. Nada mais sério do que o compromisso com a diversão, não?

            A série de TV mais bem sucedida da história se saiu bem em sua primeira longa-metragem, com ótimas tiradas e usando elementos que não seriam permitidos na telinha (o Bart nu, por exemplo), a turma criada por Matt Groening consegue arrancar gargalhadas dos expectadores.

            Há pontos falhos, como a ausência de alguma cena em que a família Simpsons sente no sofá, tradicional imagem da abertura de todos os episódios da série. Faltou também um desfecho para Spider Pig, porco de estimação que Homer adota na trama.

            As pequenas falhas não atrapalham quem quer se divertir. Dentre as muitas cenas hilárias destaco a que Homer (sempre ele!) esta conduzindo lobos pela neve. Assistam ao filme, vale a pena!

Teatro

Pelo teatro


       Teatro antigo em Delfos, na Grécia.

 

           

            Ontem fui assistir à peça “A sessão da tarde ou Você não Soube me amar”, de Marcos Ferraz. Foi um musical muito bom, com canções dos anos 80. O enredo era meio batido (um romance conturbado, que no final da certo; uma banda com problemas, que no final, adivinhem? Da certo também!!!) mas o desempenho dos atores e atrizes fizeram valer a pena, muitas risadas foram dadas.

            Mas não estou aqui pra falar sobre a peça em si, que por sinal teve seu ultimo dia ontem. Imagine quantas peças de grande nível acontecem na cidade, em horários e locais acessíveis (a de ontem custou R$ 5,00 e foi no Centro Cultural, na Vergueiro) e não ficamos nem sabendo?

            Tenho algumas amigas que trabalham no teatro, sei o quão difícil é a vida de atriz (ator também). Creio que poderíamos prestigiar um pouco mais esse tipo de arte. Para isso deixo abaixo um link da Veja São Paulo, contendo endereços de teatros e as principais peças em cartaz: http://vejasaopaulo.abril.com.br/teatros/busca/resultado/index.html?selecionado=10+Melhores&codCatAtracao=7&codProduto=1&atracao=&melhores=yes

            Ainda sobre a peça de ontem, parabéns a Cia. Teatro-Rock. Segunda vez que os assisto (a outra tinha sido R-Evolução Urbana) e vejo um espetáculo de grande qualidade.

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