Música

Attaque

Aos amigos jornalistas


 

Ontem alguns amigos se formaram em jornalismo. A maioria das pessoas que acessam esse blog são jornalistas ou aspirantes à profissão (assim como eu). Deixo aqui então a letra de uma música que fala sobre a imprensa, cabe a nós acabarmos com essa imagem que muitos grupos da sociedade têm da gente.

 

Cuarto Poder

Attaque 77

 

El controla nuestra información

el es parte de la corrupción

El engaña en nombre de la verdad

siempre com el pretexto de informar

 

Hasta cuando lê vamos a creer?

Destruye familias, el no tiene ley.

Hasta cuando lê vamos a creer?

Nadie lo cuestiona y ese es su poder

Todos pensamos que sos... un hijo de puta!

 

El comercia el dolor de los demás

su negocio es nuestra realidad

Te convierte em um heróe nacional

y mañana te hunde sin piedad

Todos pensamos que sos... un hijo de puta!

 

Hasta cuando lê vamos a creer?

Destruye familias, el no tiene ley.

Hasta cuando lê vamos a creer?

Nadie lo cuestiona y ese es su poder

1 – 2 – 3 – 4º poder!

1 – 2 – 3 – 4º poder!

Todos pensamos que sos... un hijo de puta!

Sertanejo

É preciso chuva para florir


 

Como hoje o dia está corrido, vou deixar apenas a letra de uma música que tenho ouvido bastante ultimamente. Um dos clássicos do sertanejo no Brasil que, por sinal, tem algumas coisas muito boas. Para quem gostar, recomendo ouvir o cd do Renato Teixeira, Xavantinho e Pena Branca, ao vivo em Tatuí.

 

Tocando em frente (Renato Teixeira e Almir Sater)

 

Ando devagar

Porque já tive pressa

E levo esse sorriso

Porque já chorei demais

 

Hoje me sinto mais forte,

Mais feliz, quem sabe,

Eu só levo a certeza

De que muito pouco sei,

Ou nada sei

 

Conhecer as manhas

E as manhãs

O sabor das massas

E das maçãs

 

É preciso amor

Pra poder pulsar

É preciso paz pra poder seguir

É preciso chuva para florir

 

Sinto que seguir a vida

Seja simplesmente

Conhecer a marcha

E ir tocando em frente

 

Como um velho boiadeiro

Levando a boiada

Eu vou tocando os dias

Pela longa estrada, eu vou

Estrada eu sou

 

Cada um de nós compõe

A sua própria história

E cada ser em si

Carrega o dom de ser capaz

De ser feliz

 

Todo mundo ama um dia,

Todo mundo chora

Um dia a gente chega

E no outro vai embora

 

Música no youtube: http://br.youtube.com/watch?v=mc3hIx90JR4

Renato Russo

Ídolo


 

Há onze anos Renato Russo não está mais de corpo presente entre nós. Onde estiver, esteja em paz!

Milton Nascimento

“Todo artista tem de ir aonde o povo está”


 

Letra ótima, de uma música ótima de um cara excelente! Milton Nascimento merecia ser muito mais reconhecido do que é, está muito acima de Caetanos Velosos da vida e, ainda mais de Gilbertos Gils. Talvez o seu “defeito” seja não fazer tanto marketing quanto os citados!

 

Nos Bailes da Vida

 

Composição: Wagner Tiso / Milton Nascimento

 

Foi nos bailes da vida ou num bar
Em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão
De tocar um instrumento e de cantar
Não importando se quem pagou quis ouvir
Foi assim

Cantar era buscar o caminho
Que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era
Para cantar nada era longe tudo tão bom
Até a estrada de terra na boléia de caminhão
Era assim

Com a roupa encharcada e a alma
Repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se for assim, assim será
Cantando me disfarço e não me canso
de viver nem de cantar

Legião

Música para sempre


 

Músicas boas ao longo da história possuem várias, mas poucas ficam eternizadas. Para isso não basta apenas a competência momentânea do autor, é necessário algo mais, como a aceitação do público e uma letra que permaneça sempre atual.

Canções assim são regravadas frequentemente por artistas dos mais diversos gêneros musicais, do rock ao pagode. Podemos citar alguns exemplos desse tipo de música, como “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinicius de Morais ou “Gostava tanto de você”, de Tim Maia, ou, ainda, “Amigo”, de Roberto e Erasmo Carlos.

Recentemente, noto que uma música vai, a longos passos, chegando ao patamar das anteriores, “Por enquanto”, da Legião Urbana, foi gravada no primeiro álbum da banda, de 1985. Nunca foi tido como um grande sucesso dos brasilienses, mas, após Cássia Eller regrava-la, a música explodiu. Bandas e grupos de todos os gêneros a tocam, diversos artistas a regravam e, aos poucos, sua letra (que segue abaixo) está ficando eternizada.

 

Por Enquanto

Composição: Renato Russo

 

Mudaram as estações e nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre,
sempre acaba!
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso
em alguém
penso
em você
E
aí então estamos bem
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa

Legião

João de Santo Cristo


 

Parabéns a repórter Lisandra Paraguassú, do jornal O Estado de São Paulo. Ela fez uma analogia fantástica entre Ângelo de Jesus, lavrador baiano e João de Santo Cristo, personagem da música Faroeste Caboclo, da Legião Urbana.

            Na música, Santo Cristo, após passar por diversos problemas em sua vida resolve ir para Brasília para “falar com o presidente para ajudar toda essa gente que só faz sofrer”.

            Ontem foi a vez do lavrador tentar o feito, foi a pé até Brasília para tentar falar com Lula, queria pedir socorro para a “excelência”. Mas, assim como o personagem de Renato Russo, o baiano não conseguiu falar com o presidente e, também como na história, teve problemas com os policiais.

 

             Atualização: o link da matéria é http://www.estado.com.br/editorias/2007/09/21/pol-1.93.11.20070921.13.1.xml

 

 

Renato Russo

Você merecia mais Renato, muito mais!


 

Antes que eu comece as criticas, vou parabenizar a Globo pela iniciativa de realizar um programa sobre a vida de Renato Russo, sem dúvida alguma um dos maiores artistas que este país já teve.

            Pois bem, já que fez, poderia ter feito bem feito. Dividirei os pontos falhos em tópicos, acho que fica mais fácil para explicá-los e, consequentemente, entendê-los:

            - Ausências: faltaram personagens chaves na história de Renato. Será que era muito difícil ter entrevistado o Hebert Vianna, um dos responsáveis por a Legião ter conseguido um primeiro contrato em gravadora e um dos padrinhos da Legião, como dizia o próprio Renato.

            Deviam ter ido atrás de Renato Rocha, o quarto legionário, que foi até citado no programa, mas não com a atenção devida. Carlos Trilha também merecia ter um espaço, foi produtor, amigo e chegou até a tocar teclado com a banda e nos cd’s solos de Renato.

            Renato Russo gravou muitas parcerias, alguns parceiros não seriam difíceis de encontrar, como Bruno Gouveia (Biquíni Cavadão), Erasmo Carlos e Marisa Monte. Isso sem contar as bandas nacionais e internacionais que regravaram músicas da Legião, que poderiam ser outra fonte importante de informação do quanto o ídolo é influente.

            - Desenvolvimento da história: começou até que, relativamente, bem, contando os problemas da juventude de Renato, a formação do Aborto Elétrico, as brigas e tudo mais. O problema aconteceu após mostrarem as confusões no show do Mané Garrincha, a história ficou acelerada, momentos importantíssimos foram deixados para trás.

 O disco “As quatro estações”, o que mais vendeu, ao lado de “Dois”, quase não foi citado. Para se ter uma idéia, de suas onze faixas, nove tiveram músicas executadas com sucesso pelas rádios. A turnê foi um absurdo de público. Tão importante quanto o show de Brasília, foram os shows no Parque Antártica (SP) e no Jockey Clube (RJ), onde, se juntarmos o público total das três noites, duzentas mil pessoas assistiram à banda.

No disco “V” a turnê foi tão conturbada quanto a do “Que país é esse?”, shows também foram cancelados. Esqueceram de esclarecer que foi nas letras e músicas deste disco que o fato de Renato ser aidético, começou a refletir nas suas letras.

Praticamente esqueceram do cd “O descobrimento do Brasil”, que apresentava um momento totalmente diferente de Renato, meio que em paz com o mundo e consigo mesmo. Outra turnê importante, inteira, tocando para muita gente e fazendo a apresentação derradeira da banda, na Reggae Night, em Santos.

            Continua no post abaixo.

Renato Russo

- Drogas: quem assistiu pensa que Renato usava e teve problemas apenas com álcool. Mentira! Era consumidor de maconha e, durante algum tempo, após morar nos EUA (outro fato não mostrado no programa), foi dependente de heroína. As chances de ele ter contraído o vírus da Aids através da aplicação das drogas é grande.

- Envolvimento com a cena gay – Ficou parecendo que ele só assumiu a sua homossexualidade. Foi mais do que isso, Renato teve namorados, levantou e defendeu a bandeira do homossexualismo.

- Repercussão da morte: a Globo poderia ter utilizado melhor seu arquivo para retratar como foi o dia da morte do ídolo. Há materiais muito bons do Jornal Nacional e do Fantástico, era necessário que tivessem dimensionado o que foi o dia 11 de outubro.

- Pós-morte: Renato Manfredini Junior morreu, Renato Russo apenas parou de produzir. Suas letras continuam ai até hoje, influenciam pessoas e ainda atrai milhões de fãs. A Legião ainda é uma das principais bandas do país, Renato é um dos maiores ídolos da juventude atual, que não teve contato com ele vivo, isso mostraria a importância dele ainda hoje.

- Cenas bizarras: porra, o que a Globo tem na cabeça para fazer umas cenas medíocres como as do programa? Vai pesquisar um pouco a juventude dos anos 80 e verão que não tinha nada a ver com o que foi mostrado. Tudo era mais forte e marcante.

            - Atores bizarros: foi a primeira vez que vi um Renato Russo semi-gordo. A atuação dos atores foi medíocre, poderiam ter aprendido um pouco com Daniel Oliveira, que interpretou Cazuza, para aprender como se faz

 

 

Luto!

Tenor das multidões


Eis que mais um dos bons se vai. Com a morte de Luciano Pavarotti, o mundo não perde apenas o maior tenor dos últimos tempos, mas também um dos maiores artistas e, acima de tudo, uma das melhores pessoas.

            O italiano conseguiu atrair multidões por onde passou, ainda que não cantasse um estilo de música popular. Mesmo com todo seu estrelato, nunca deixou com que isso o desumanizasse. Gravou com artistas de outros gêneros, como Bono Vox e James Brown, tudo em campanhas atrás de um mundo melhor. Com certeza o ponto alto de sua carreira foi quando se juntou a Jose Carreras e Plácido Domingos, formando “Os 3 tenores”.

            Pavarotti nos deixou aos 71 anos, e não só o mundo da música, mas o mundo todo está de luto. Em seu site oficial, há uma ultima mensagem do tenor: “Penso che uma vita per la musica sia uma vita spesa bene ed è a questo che mi sono dedicato”, traduzindo, “Penso que uma vida pela música é uma vida bem vivida, e foi a isto que me dediquei”.

            O mundo perdeu muito com a morte do artista, mas, por outro lado, o céu, com certeza, agora aprecia o gênio. Estaria ele agora cantando Nessun Dorma!?

Legião Urbana

Enigma do poeta


 

Alguém pode me ajudar a entender essa letra da Legião Urbana? Aceito qualquer tipo de ponto de vista!

 

Depois do Começo (Renato Russo)

 

Vamos deixar as janelas abertas
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarra um fio de cobre no pescoço
Acender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar pólo-aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto
Da nossa casa cega e medieval
Cantar canções em línguas estranhas
Retalhar as cortinas desarmadas
Com a faca surda que a fé sujou
Desarmar os brinquedos indecentes
E a indecência pura dos retratos no salão
Vamos beber livros e mastigar tapetes
Catar pontas de cigarros nas paredes
Abrir a geladeira e deixar o vento sair
Cuspir um dia qualquer no futuro
De quem já desapareceu
Deus, Deus, somos todos ateus
Vamos cortar os cabelos do príncipe
E entregá-los a um deus plebeu
E depois do começo
O que vier vai começar a ser o fim

 

Letras

Música e sociedade


Favela de Buenos Aires. Parecido com São Paulo, não?

 

A universalidade da música é algo muito interessante. A canção abaixo foi feita recentemente, para a cidade de Buenos Aires, pela banda Attaque 77. Leia a letra e me diga, ela não caberia perfeitamente para São Paulo???

            Uma pena que os problemas das grandes cidades também pareçam ser universais.

 

Buenos Aires En Llamas

Composição: Ciro Pertusi / Musica: Mariano Martinez

De qué se rie el tipo de los carteles? candidato a gobernador.
Secuestros,robos,muertes inseguridad... no da más la situación.
Y es que el sistema hace rato ha colapsado..pero aún factura igual
Nos llevan con promesas enganchados y ocultan la verdad...podes ver
que la superpoblación crece y estamos viviendo en un caos total
Si una simple lluvia detona la ciudad,y se inunda todo, y se pudre todo
vos crees que estas a salvo acá?

Buenos Aires fué, arde en medio del infierno
Y seguimos acá avivando el fuego

Ellos te imponen las reglas del juego de mayor rentabilidad
al menor costo posible,sin excepción de vidas humanas...
y así nomas nos van acostumbrando a la agresividad
Viviendo en esta gran inmobiliaria, pagando el dolbe o más...
Y entonces... seguimos creyendo que es este el unico sitio para vivir?

Y en las elecciones... siempre vamos a votar... necios y con miedos,
a las mismas ratas, somos hijos del rigor, nomás...

Buenos Aires fué, arde en medio del infierno
Y seguimos acá avivando el fuego
Buenos Aires fué, arde en el infierno
Yo me voy de acá antes de que me empieze a quemar

y en las elecciones siempre vamos a votar
somos su negocio,nos estan matando y les damos de comer igual

Arde en llamas....

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