Torcida

A diferença entre torcer e assistir


 

Hoje é dia de festa no Morumbi, estádio lotado, Galvão delirando, bandeirinhas sendo distribuídas, famílias e mais famílias presenciando a seleção brasileira, oitava maravilha do mundo. Ao entrar em campo os guerreiros convocados para a peleja serão efusivamente ovacionados e aplaudidos por todos. Na hora do hino a comoção será geral, uma perfeita sintonia entre público e os astros. O jogo começará, a platéia sentará, e só vai levantar a bunda da cadeira quando sair um gol do Brasil ou, caso o selecionado canarinho esteja jogando mal, para vaiar. Não há nada mais chato do que assistir à um jogo desses no estádio.

            O torcedor da seleção brasileira é assim, pessoas frias, que buscam apenas acompanhar a partida e não torcer de verdade. Não cantam, não apóiam, não comovem, não ficam comovidos, não ajudam o time, não empolgam ninguém, ou seja, não torcem. Isso reflete, e muito, no comportamento dos jogadores brasileiros, que jogam sem garra, sem raça, sem vibração.

            O cidadão, seja ele quem for, tem que entender que a arquibancada (ou numerada, ou cativa, ou as áreas VIP’s) é lugar para torcer e não assistir aos jogos. Se for para apenas observar a partida fique em casa, a Globo transmite, você gasta menos, não toma chuva, não paga flanelinha nem corre o risco de ter o carro roubado, não pega filas monstruosas, não se envolve em brigas de torcidas, não ajuda seu time, não entende o que se passa no coração de quem torce de verdade e, na derrota ou na vitória, não compreende como um cidadão pode chorar por causa de futebol.

Vá ao estádio, mas entenda que lá não deve existir platéia ou público, e sim torcida.

 

PS: Hoje, Brasil 0 x 1 Uruguai. Gol de Lugano.

Honrados Mafiosos

Os honrados mafiosos


 

“Os honrados mafiosos” traz a história da família Bonnano, importante grupo de mafiosos dos Estados Unidos durante o meio do século passado. O livro foi publicado em 1971, escrito pelo renomado jornalista estadunidense Gay Talese, um dos autores mais consagrados do New Jornalism. Para contar a história da Máfia, o autor levou cerca de 7 anos fazendo pesquisas, entrevistas e convivendo com os mafiosos, principalmente Bill Bonnano, filho do patriarca da família Joseph Bonnano.

            Com uma escrita leve e precisa, Talese dividiu o livro em quatro partes. Na primeira, intitulada “O desaparecimento”, narra o sumiço de Joseph e dá uma espécie de introdução ao leitor no mundo da Máfia. O segundo, “A guerra”, mostra a crise que passou as nove famílias de mafiosos dos Estados Unidos durante o período em que o autor escreveu o livro. Depois vem “A família”, a estrutura da Máfia e a importância da confiança entre seus integrantes é descrita aqui. Por último está “O julgamento”, que é o desfecho de toda a trama que a família viveu.

            O livro serve como um registro histórico de um fenômeno que influiu e ditou moda na vida de muitas pessoas, até hoje a Máfia, a original, que surgiu na Sicília, sul da Itália, é vista com certo glamour por muitos. A elegância e, principiante, a ética são elementos obrigatórios para aqueles integravam estes grupos, coisa rara de se encontrar no mundo atual.

 

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL , Sudeste , SAO PAULO , AGUA FRIA , Homem , de 15 a 19 anos , Portuguese , Spanish , Esportes , Livros , Música
MSN - rodrigo_ddr@hotmail.com

 
Visitante número: