Renato Russo

Você merecia mais Renato, muito mais!


 

Antes que eu comece as criticas, vou parabenizar a Globo pela iniciativa de realizar um programa sobre a vida de Renato Russo, sem dúvida alguma um dos maiores artistas que este país já teve.

            Pois bem, já que fez, poderia ter feito bem feito. Dividirei os pontos falhos em tópicos, acho que fica mais fácil para explicá-los e, consequentemente, entendê-los:

            - Ausências: faltaram personagens chaves na história de Renato. Será que era muito difícil ter entrevistado o Hebert Vianna, um dos responsáveis por a Legião ter conseguido um primeiro contrato em gravadora e um dos padrinhos da Legião, como dizia o próprio Renato.

            Deviam ter ido atrás de Renato Rocha, o quarto legionário, que foi até citado no programa, mas não com a atenção devida. Carlos Trilha também merecia ter um espaço, foi produtor, amigo e chegou até a tocar teclado com a banda e nos cd’s solos de Renato.

            Renato Russo gravou muitas parcerias, alguns parceiros não seriam difíceis de encontrar, como Bruno Gouveia (Biquíni Cavadão), Erasmo Carlos e Marisa Monte. Isso sem contar as bandas nacionais e internacionais que regravaram músicas da Legião, que poderiam ser outra fonte importante de informação do quanto o ídolo é influente.

            - Desenvolvimento da história: começou até que, relativamente, bem, contando os problemas da juventude de Renato, a formação do Aborto Elétrico, as brigas e tudo mais. O problema aconteceu após mostrarem as confusões no show do Mané Garrincha, a história ficou acelerada, momentos importantíssimos foram deixados para trás.

 O disco “As quatro estações”, o que mais vendeu, ao lado de “Dois”, quase não foi citado. Para se ter uma idéia, de suas onze faixas, nove tiveram músicas executadas com sucesso pelas rádios. A turnê foi um absurdo de público. Tão importante quanto o show de Brasília, foram os shows no Parque Antártica (SP) e no Jockey Clube (RJ), onde, se juntarmos o público total das três noites, duzentas mil pessoas assistiram à banda.

No disco “V” a turnê foi tão conturbada quanto a do “Que país é esse?”, shows também foram cancelados. Esqueceram de esclarecer que foi nas letras e músicas deste disco que o fato de Renato ser aidético, começou a refletir nas suas letras.

Praticamente esqueceram do cd “O descobrimento do Brasil”, que apresentava um momento totalmente diferente de Renato, meio que em paz com o mundo e consigo mesmo. Outra turnê importante, inteira, tocando para muita gente e fazendo a apresentação derradeira da banda, na Reggae Night, em Santos.

            Continua no post abaixo.

Renato Russo

- Drogas: quem assistiu pensa que Renato usava e teve problemas apenas com álcool. Mentira! Era consumidor de maconha e, durante algum tempo, após morar nos EUA (outro fato não mostrado no programa), foi dependente de heroína. As chances de ele ter contraído o vírus da Aids através da aplicação das drogas é grande.

- Envolvimento com a cena gay – Ficou parecendo que ele só assumiu a sua homossexualidade. Foi mais do que isso, Renato teve namorados, levantou e defendeu a bandeira do homossexualismo.

- Repercussão da morte: a Globo poderia ter utilizado melhor seu arquivo para retratar como foi o dia da morte do ídolo. Há materiais muito bons do Jornal Nacional e do Fantástico, era necessário que tivessem dimensionado o que foi o dia 11 de outubro.

- Pós-morte: Renato Manfredini Junior morreu, Renato Russo apenas parou de produzir. Suas letras continuam ai até hoje, influenciam pessoas e ainda atrai milhões de fãs. A Legião ainda é uma das principais bandas do país, Renato é um dos maiores ídolos da juventude atual, que não teve contato com ele vivo, isso mostraria a importância dele ainda hoje.

- Cenas bizarras: porra, o que a Globo tem na cabeça para fazer umas cenas medíocres como as do programa? Vai pesquisar um pouco a juventude dos anos 80 e verão que não tinha nada a ver com o que foi mostrado. Tudo era mais forte e marcante.

            - Atores bizarros: foi a primeira vez que vi um Renato Russo semi-gordo. A atuação dos atores foi medíocre, poderiam ter aprendido um pouco com Daniel Oliveira, que interpretou Cazuza, para aprender como se faz

 

 

Animais

Extinção em massa


 

A IUCN (União Mundial para a Conservação) divulgou uma nova lista dos animais ameaçados de extinção. Gorilas, orangotangos e corais estão entre os mais novos seres ameaçados de desaparecerem da Terra. A entidade declarou que 16.306 espécies estão, de algum modo, ameaçadas de extinção. Um quarto dos mamíferos, um oitavos dos pássaros, um terço dos anfíbios e 70% das plantas estão sob ameaça.

            Como não poderia deixar de ser, o grande responsável por essa tragédia ambiental é o bicho homem (que, infelizmente, está longe de sua extinção, ao menos em números). Os principais motivos apresentados pela entidade para o holocausto das outras espécies de vida são a degradação e destruição de habitats naturais, introdução de espécies em ambientes impróprios, plantações insustentáveis, caça, poluição e doenças.

            Desde que os estudos são realizados 785 espécies já desapareceram, outras 65 sobrevivem apenas em cativeiros ou domesticadas.

            Mas e dai né? Problema das outras espécies! Continuemos com o nosso “desenvolvimento” desenfreado, precisamos evoluir, precisamos de dinheiro, precisamos pensar na gente, não precisamos pensar e respeitar que existem outras formas de vida!

Política

Palhaços!


 

E mais uma vez o povo brasileiro fica com cara de palhaço. Mesmo com todas as acusações que há contra a sua pessoa, Renan Calheiros foi absolvido do processo de cassação no senado. Em votação secreta obteve 40 votos a seu favor, contra 35 a favor dos brasileiros, 6 políticos abriram mão de votar.

            Incrível como falta respeito com a população do país. Primeiro que jamais uma votação do Senado poderia ser secreta, o povo elege os seus representantes lá e deveria ter o direito de saber em quem ou no que eles estão votando. Segundo, o que leva sei seis idiotas a omitirem seus votos? Se não sabem tomar decisões e manifestar opiniões, fiquem em casa jogando vídeo-game, vão empinar pipa, internem-se em uma casa de recuperação de drogados, sei lá, façam qualquer coisa, mas não tentem viver uma vida medíocre em sociedade e, muito menos, queiram um posto onde se decide os rumos desta sociedade. Claro que há “forças maiores” por trás destas abstenções, mas ainda assim, se não sabem manter suas posições, façam as mesmas coisas citadas acima.

            Enquanto isso vamos acreditando que esse país um dia possa melhorar. Será mesmo que precisamos de um bando de cretinos, que por estarem de terno e gravata se acham importantes, querendo ditar as regras, que eles mesmo ignoram, daquilo que precisamos fazer em nossas vidas? Não sei você que esta acabando de lês este texto, eu saberia me virar muito bem sozinho!

Choradeira!

Santistas não querem ir ao Morumbi


 

A Torcida Jovem, do Santos, está melindrada. Em nota oficial no seu site divulgou que não irá ao jogo de sábado, contra o São Paulo, e pede para que os santistas também boicotem a partida, convidam a todos para assistir à partida na quadra da torcida, na zona leste da capital, de graça, em um telão que irão colocar lá.

            Mas quais os motivos desse “protesto”? Falam que é por causa do valor do ingresso (R$30,00), o mesmo valor cobrado da torcida são paulina no jogo de Santos. Porém, o motivo maior é que a diretoria do tricolor disponibilizou ingressos para torcida santista apenas nas arquibancadas inferiores azul e amarela, o que dá os 10% que a torcida visitante tem direito. Não gostaram, acham que o São Paulo tem a obrigação de dividir o estádio. Um absurdo!

            A atitude tomada pela diretoria são paulina para este clássico deveria ser igual para os jogos contra o Corinthians e o Palmeiras. Quando os são paulinos tem que ir à Vila Belmiro, Parque Antártica ou Pacaembu, o espaço reservado sempre é o que manda a lei (10% da capacidade do estádio) agora, por que quando vão ao Morumbi querem ficar com metade dele?

            A única ressalva que faço é que a torcida visitante deveria ficar na arquibancada inferior amarela e nas cadeiras amarelas, pois, para chegar à arquibancada inferior azul, os santistas, infelizmente, terão alguns problemas. Quem conhece o Morumbi sabe do que estou falando.  

 

            Atualização dia 12/09 as 22h17m - a diretoria do São Paulo cedeu às pressões da diretoria santista e da polícia militar e disponibilizou todo o setor amarelo aos visitantes. Incrível como o são paulinos deixam os outros mandar e desmandar em sua casa, o Morumbi.

Cultura

Feliz ano velho!


 

Não, não vou falar de mais um livro (pra quem não sabe o título desse post tem o mesmo nome de uma obra de Marcelo Rubens Paiva, é que hoje os etíopes acabam de chegar no seu ano 2000. no país o calendário oficial usado é o Juliano.

            Interessante pensar como até a questão do tempo é relativa. Claro que todos vivemos o mesmo instante, mas na Etiópia a forma como esses instantes (ou o tempo) são administrados é diferente do Brasil, que não tem nada a ver com a China, por exemplo.

Como será que os elementos que dependem de datas exatas, como o esoterismo, convivem com isso? Será que na Etiópia eles passaram pelo medo do Bug do Milênio? Eles acham que o filme 2001, uma odisséia no espaço, poderá ser a realidade no ano que vem? Como eles entendem que a Itália já é campeã mundial de 2006? E o São Paulo lá, só é bi mundial ainda? Brincadeira...

Livros

Geração perdida?


 

Uma geração para a eternidade. Assim pode ser considerado o rock nacional dos anos 80. Até hoje as bandas estão presentes nas rádios, fazem grandes shows e angariam um número cada vez maior de fãs. Para algo tão representativo, um livro a altura daquela época: “Dias de luta – o rock e o Brasil dos anos 80”, de Ricardo Alexandre, traz historias e curiosidades desde a criação até o estrelato de grandes bandas como Legião Urbana, Titãs, RPM e Os Paralamas do Sucesso.

            No começo, uma espécie de introdução para o rock oitentista, bandas como Secos e Molhados e Vimana são mostradas como as que abriram as portas para este tipo de som no país. Depois o autor descreve a explosão do gênero musical no país, que consagrou muitas bandas, mas teve outras tantas de menor expressão.

Nada aconteceu por acaso, a situação política do país propiciava às bandas oportunidades impares de viver e escrever sobre grandes temas, mas claro que isso não seria possível se não fosse o talento de artistas como Renato Russo e Cazuza, só para citar os dois mais queridos.

Historias de bastidores talvez sejam as mais marcantes do livro. Amizades e desentendimentos marcaram o relacionamento entre os músicos. Os artistas com maior espaço são a Legião Urbana, que figura como a grande banda da época; Os paralamas, que conseguiram atingir ao mercado latino, com cd’s em espanhol; e o RPM, talvez, depois do estrondoso sucesso inicial, a maior decepção daquela década.

Livro de cabeceira para quem tem preferências para músicas com letras que signifiquem alguma coisa, não apenas bundas rebolando.

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