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Vôlei

Imortais


Blá blá blá blá. Blá blá blá. Blá blá. Blá. Bl. B....... Por um instante nenhuma palavra foi dita; nenhuma cerveja foi brindada; nenhum lábio foi beijado; nenhuma cadeira foi movida; nenhum sorriso foi dado; nenhum talher tilintou; nenhum garçom foi chamado. Eis que um “puta que o pariu”, proferido em forma de lamento e desanimo, quebrou o silêncio que perdurou por longos 3 ou 5 segundos. Aquele bar voltava à realidade, ainda que agora mais triste, e os papos, brindes e amores continuaram, ainda que sem o brilho de minutos atrás. Os risos se tornaram escassos.

Os olhos de alguns garotos, que haviam chorado de felicidade pela manhã com a vitória das meninas, voltaram a se encher de lágrimas. Era impossível disfarçar o anticlímax. Aquela derrota representava a maior frustração olímpica de 2008, sem dúvidas. Namoradas, ainda que também abaladas pela tragédia que acabara de ocorrer, tentavam de alguma forma, em um ato de grande generosidade, consolar os seus amados. Conseguiram algum sucesso, mas nada além de arrancar dos meninos um sorriso de gratidão, mas sem alegria alguma.

Engraçado, até anos atrás a cena acima, que realmente aconteceu na madrugada de sábado para domingo, poderia ser imaginada, quando relacionada a uma derrota esportiva, após a seleção de futebol perder a Copa do Mundo. Mas não era esta competição que estava em jogo, nem tal esporte. Era o vôlei masculino que acabara de ser derrotado na final das Olimpíadas.

O final de um ciclo? Provavelmente... Resta esperar que o tempo, sempre ele, faça com que estes meninos-homens que transformaram o Brasil na maior potência mundial do vôlei por tantos anos, sejam eternamente reconhecidos e jamais crucificados, como é de se esperar que aconteça em um País injusto como o nosso, que adora achar culpados para tudo, mas esquece que, muitas vezes, as derrotas são decorrentes apenas da superioridade do adversário. E esta prata, de maneira alguma, apagará tudo o que esta seleção fez pelo vôlei no Brasil.

Cultura

Exposição Marrocos


 

Quando pensamos em Marrocos, algo que, convenhamos, não fazemos diariamente, logo nos vem a cabeça um cenário com muita areia e predominantemente marrom, certo? A exposição “Marrocos”, em cartaz no MAB (Museu de Arte Brasileira) da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) procura mostrar ao público as tradições e a modernidade artística do país africano, algo que está longe de ser parecido com a impressão que temos de lá. A curadoria da mostra ficou sob a responsabilidade de Abdellh Salih, diretor do matrimonio cultural marroquino.

            Antes de falar da exposição em si é bom sabermos, ainda que bastante superficialmente, um pouco da história do Marrocos. O país era dominado pelos fenícios, do Império Bizantino e Romano, até a chegada dos árabes, responsáveis por levar o Islã, que hoje é a principal religião local, para o país. Após isso Portugal dominou a região, mas sem exercer grande influência, depois foi a vez da Inglaterra tomar conta do lugar e, em 1904, ceder o território para a França.

            Os aspectos dos diversos países que tomaram conta do local podem ser percebidos nos itens expostos. Nos manuscritos e inscrições realizadas em objetos, a linguagem e grafia do alcorão é a predominante, porém, há itens com influências francesas. Ainda em alguns objetos, como a base de um pilar, é possível observar claramente a influência da cultura grega. Grego? Mas os gregos também colonizaram o lugar? Não! Mas, como um dos berços da civilização ocidental, influenciou os costumes romanos e bizantinos.

            Os objetos estão expostos divididos em dois espaços, um com a cultura antiga e outro com a contemporânea. As peças mais velhas estão dispostas por categorias, divididas em caligrafia, astrolábio, ofício da madeira, roupa feminina urbana, artes rurais (cerâmica e portas), tapetes, artes urbanas, jóias e bordados marroquinos. Na maioria dos objetos expostos, acompanhados de belos quadros, é possível observar uma grande quantidade de flores e rosáceas desenhadas nas peças.

            A parte da arte contemporânea, felizmente, está em um espaço separado. Vale a dica: caso você esteja com um pouco de pressa, nem entre no local, não perderá nada. Para não dizer que tudo ali não compensa, há um quadro bastante engraçado, com grandes influências do mundo atual, como referências a Bush e Bin Laden.

            No geral, ainda que esteja aquém de exposições já realizadas no lugar, como dos Czares e dos Deuses Gregos, vale a pensa visitar a mostra. Conhecer a cultura de um país tão pouco conhecido por aqui é sempre válido.

EXPOSIÇÃO "MARROCOS"

Data:
até 22 de junho de 2008

Local: Museu de Arte Brasileira da FAAP

Endereço: Rua Alagoas, 903 - Higienópolis

Horário: 3ª a 6ª feira, das 10h00 às 20h00; Sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 17h00

Informações: (11) 3662-7198

Entrada Gratuita

Literatura

Guerra e Paz


Tido como um dos maiores livros da história e como um dos que mais influenciaram a literatura moderna, Guerra e Paz, do escritor russo Liev Tolstoi, conta, em linhas gerais, a guerra travada entre Napoleão Bonaparte, imperador francês e Alexandre I. czar russo. O primeiro, em sua ambição de conquistar toda a Europa, tentou (e conseguiu) invadir Moscou, capital da Rússia, mas, por uma serie de fatores, não conseguiu sustentar a cidade conquistada e a perda do local, junto da morte de milhares de soldados franceses, serviu como epicentro de revoltas na França, que acabaram por destituir o imperador do cargo.

            Muito mais do que a guerra em si, o romance traz o quanto a sociedade russa foi influenciada pela guerra, mostrando as reações das famílias nobres ao ver parte dos seus homens indo para a guerra, enquanto outros estavam em seus gabinetes, decidindo o futuro do país. A história é contada com diversas frentes de narrativa, dentre elas o palco da guerra em si e algumas famílias do alto calão da sociedade russa. As contradições, hipocrisias e superficialidades desta parcela da população são tratados com maestria, deixando a impressão que, na verdade, apenas as formas de guerra eram diferentes. Enquanto alguns matavam ou morriam no campo de batalha, outros prometiam suas filhas a terceiros por puro interesse, e, algumas mulheres, levavam vidas paralelas com dois maridos.

            A guerra é tratada de uma forma bastante sutil. Mesmo nas batalhas mais sangrentas, os detalhes mais sórdidos são deixados de lado, preferindo o autor falar de assuntos que vão muito além daquilo que todos imaginam dos campos de batalha. São mostrados as curiosidades e os pequenos detalhes que muitas vezes ditam quem será o vencedor e o perdedor dos embates. Um dos melhores exemplos disso é quando Tolstói narra um plano traçado pelo exército russo que sai totalmente errado, mas, no final, acaba por ser o fator determinante para expulsar o exército francês de Moscou. Talvez a maestria como estes episódios são narrados, deva-se ao autor do livro ter integrado o exército russo por algum tempo, após o período da guerra retratada.

            O livro pode ser considerado uma novela, afinal, o tema principal (a guerra) dita o ritmo e interfere em todas as narrativas da história. Nenhuma das personagens deixa de ser influenciada por este fator principal. Sua versão original possui mais de 1000 páginas, masadaptações disponíveis no mercado. Uma boa pedida é a de Silvana Salerno, lançada recentemente pela Companhia das Letras e que foi lida para a realização deste texto.

 

Além dos gramados

Liberdade ideológica


 

Há algum tempo sem postar, volto aqui falando de um jogador do qual admiro muito. Não pelo futebol jogado em campo, que, para falar a verdade, nem conheço tão a fundo, mas sim pela coragem em assumir e defender a sua posição política, sem medo das conseqüências que isso possa trazer. Falo do italiano Paolo Di Canio, que nunca teve medo de se declarar um profundo admirador de Benito Mussolini, e da forma que governou a Itália no período da Segunda Guerra Mundial, sob um regime fascista.

            O jogador foi punido duas vezes com multas quando jogava pela Lazio, equipe da qual é torcedor fanático, por comemorar gols e vitórias fazendo saudações fascistas para os ultras da equipe, que possuem a mesma linha ideológica do atleta, que fez parte do grupo de torcedores em sua juventude. Di Canio possui em seu braço uma tatuagem escrita Dux, palavra em latim que significa Duce, apelido pelo qual tratavam Mussolini. Ainda vale a pena lembrar que a equipe romana era o time de coração do ditador italiano.

            Já explico logo, a questão não está em eu concordar eu não com o fascismo, não é isso que vem ao caso. O motivo do post está em cada um poder assumir aquilo que realmente é e pensa. Maradona nunca escondeu sua paixão pelo comunismo, outros tantos amam falar de democracia, que serve como máscara para o capitalismo desenfreado no qual vivemos, então qual o problema de Di Canio, ou qualquer outra pessoa, ser a favor do fascismo?

            A partir do momento que a pessoa defende uma posição ideológica apenas com idéias, o que há de mal? Tudo isso é medo de que ela influencie os outros? Se influenciar é porque as idéias têm fundamento, ou as pessoas têm cabeça fraca, o que ai não é problema daqueles que possuem “pensamentos proibidos”.

            E para aqueles que gostam de julgar as pessoas apenas por elas serem de grupos ou terem pensamentos rechaçados pela sociedade, segue o link de um vídeo de Di Canio. Ele, além de toda a sua associação ao fascismo, também foi condecorado pela FIFA com o Prêmio Fair Play, quando ele jogava pelo West Ham, veja o porquê http://www.youtube.com/watch?v=9NQ1GFGSYKY&eurl=http://tudotemsualogicafutebolistica.blogspot.com/2007/11/di-canio-um-bom-homem.html

 

Renato Russo

Renato Russo – A Peça


 

            A peça “Renato Russo”, que está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, conta a trajetória do líder da Legião Urbana, desde a sua infância até a sua morte. O musical é estrelado por Bruce Gomlevsky, que já havia interpretado o roqueiro em um especial realizado pela Globo. O ator conta com a companhia apenas da banda Arte Profana.

Diferentemente do que aconteceu na televisão (veja minha análise em http://rcasarin.zip.net/arch2007-09-09_2007-09-15.html ), a história de Renato ganhou uma versão digna no teatro. Nenhuma passagem da sua vida foi omitida, retrataram a figura do ídolo realmente como ela era: um turbilhão de idéias e sentimentos fundidos na mesma pessoa.Todas as fases musicais de Renato estão presentes, desde o Aborto Elétrico até o cd da Legião “Uma outra estação”, lançado após a morte do cantor.

Mas nem tudo é perfeito, há alguns pequenos erros na parte cronológica dos fatos, algumas musicas e ações que não se encaixam no tempo retratado na peça, mas são elementos que apenas os mais fanáticos (como este que vos escreve) irão perceber.

O melhor da peça está no seu final, no modo como trataram a morte do artista. Para os fãs de Renato Russo, uma peça imperdível; para os que não gostam, uma bela chance de conhecer um pouco mais sobre esta polêmica figura.

 

Renato Russo – A Peça

Local: Centro Cultural Banco do Brasil

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112, Centro

Horários: 5º à sábado as 19h30 e domingo às 18h

Preço: R$ 15,00

Em cartaz até o dia 11 de fevereiro.

Attaque

Aos amigos jornalistas


 

Ontem alguns amigos se formaram em jornalismo. A maioria das pessoas que acessam esse blog são jornalistas ou aspirantes à profissão (assim como eu). Deixo aqui então a letra de uma música que fala sobre a imprensa, cabe a nós acabarmos com essa imagem que muitos grupos da sociedade têm da gente.

 

Cuarto Poder

Attaque 77

 

El controla nuestra información

el es parte de la corrupción

El engaña en nombre de la verdad

siempre com el pretexto de informar

 

Hasta cuando lê vamos a creer?

Destruye familias, el no tiene ley.

Hasta cuando lê vamos a creer?

Nadie lo cuestiona y ese es su poder

Todos pensamos que sos... un hijo de puta!

 

El comercia el dolor de los demás

su negocio es nuestra realidad

Te convierte em um heróe nacional

y mañana te hunde sin piedad

Todos pensamos que sos... un hijo de puta!

 

Hasta cuando lê vamos a creer?

Destruye familias, el no tiene ley.

Hasta cuando lê vamos a creer?

Nadie lo cuestiona y ese es su poder

1 – 2 – 3 – 4º poder!

1 – 2 – 3 – 4º poder!

Todos pensamos que sos... un hijo de puta!

Nada

Não há nada de novo no front...


 

            ... os dias são tão iguais, são todos iguais. Isso é um pedaço modificado de uma letra da banda punk Inocentes. Na versão original as guerras que são iguais, não os dias. Entretanto, parece-me que vivemos um momento em que tudo se repete, nada é novo, nada é diferente, a rotina toma conta do mundo, o caos, as tragédias e as coisas absurdas foram absorvidas pela sociedade e hoje parecem estar intrísecas em nosso cotidiano.

            Está difícil achar inspiração para escrever aqui. Poderia alimentar o blog todos os dias com letras de músicas e resenhas de livros, seria uma puta coisa chata.

            No mundo das torcidas, sem dúvida o meu tema preferido, tudo está normal. Na Itália três foram esfaqueados no final de semana, no sul o Grêmio ganhou uma torcida nazista, a Camisa 88, na Argentina ainda se desenrola o processo contra os líderes do Borrachos del Tablón (barra do River) por brigas seguidas de morte contra torcedores do Lanus. A torcida do São Paulo, de uma forma geral, continua sendo uma vergonha.

            Os animais, outro assunto que abordo com freqüência, continuam sendo massacrados pelo Homem, que se acha no direito de tirar a vida de quem bem entende, tudo pensando em seu benefício próprio. O aquecimento global está ai também, esperando soluções que não interfiram na economia mundial e tirando vidas e mais vidas.

Nas questões raciais que envolvem nosso país, nada mudou. Agora os negros reclamam que têm poucas vagas nas passarelas da moda, tudo devido ao baixo nível de profissionais afrodescendentes que são destaque na São Paulo Fashion Week. Reclamam, reclamam, reclamam....

            As guerras continuam as mesmas, nos mesmos lugares, com os mesmos protagonistas, com as mesmas ações e reações, os mesmos discursos e as mesmas falsas soluções. As vítimas também continuam as mesmas, em sua maioria inocentes.

            Enquanto isso vamos tocando as coisas. Quem sabe amanhã não volto a ficar inconformado, ou maravilhado, ou fascinado, ou qualquer coisa, com todos os elementos que envolvem o cotidiano.

 

Cultura

Cultura imbecil


 

            Não sei o que aconteceu ao longo da história para que a Espanha tivesse alguns aspectos culturas tão estúpidos. Uma das principais tradições do país são suas touradas, verdadeiros atos de covardia, onde touros são sacrificados com espadadas, para deleite do público idiota presente.

            Agora, descubro que no vilarejo de San Bartolome de Los Pinares, é tradição moradores passarem com seus cavalos no meio do fogo. Isso acontece durante a “Luminárias”, evento religioso anual. A desculpa que dão é que isso é feito para purificar os animais.

            Se o cara quer passar no meio do fogo para se purificar, beleza, é um direito dele. Agora, levar um pobre cavalo junto? O que o coitado tem a ver com isso? Nem religião o animal tem, precisa ficar passando no meio do fogo para “se purificar”? Culturas que um dia hei de entender!

Literatura

À espera de um milagre


 

Um clássico, tanto da literatura quando do cinema, “À espera de um milagre” foi escrito por Stephen King, tido como um dos maiores autores de suspense de todos os tempos. A história é narrada por Paul Edgecombe, um idoso internado em um asilo no interior dos Estados Unidos. Para passar o tempo, ele começa a escrever sobre certa passagem de sua vida, quando trabalhava no corredor da morte de uma penitenciária em Cold Mountain.

            Foi lá que, certo dia, chegou John Coffey, um negro de tamanho descomunal, acusado de estuprar e matar duas garotas de nove anos. A principio, seria apenas mais uma vitima da cadeira elétrica. Entretanto, o preso começa a dar mostrar de que não é uma pessoa comum, realizando alguns milagres dentro (e fora) da prisão.

            Quem também merece destaque no enredo é Sr. Guizos (tratado no filme como Mr. Jinglles), um ratinho extremamente carismático, que serve como elo de ligação entre a história narrada e a vida de Edgecombe no asilo.

            Uma história comovente, valores são postos em xeque, não há como não se emocionar com a trama. Quem assistiu ao filme, deve ler o livro; quem leu o livro, deve assistir ao filme.

Sertanejo

É preciso chuva para florir


 

Como hoje o dia está corrido, vou deixar apenas a letra de uma música que tenho ouvido bastante ultimamente. Um dos clássicos do sertanejo no Brasil que, por sinal, tem algumas coisas muito boas. Para quem gostar, recomendo ouvir o cd do Renato Teixeira, Xavantinho e Pena Branca, ao vivo em Tatuí.

 

Tocando em frente (Renato Teixeira e Almir Sater)

 

Ando devagar

Porque já tive pressa

E levo esse sorriso

Porque já chorei demais

 

Hoje me sinto mais forte,

Mais feliz, quem sabe,

Eu só levo a certeza

De que muito pouco sei,

Ou nada sei

 

Conhecer as manhas

E as manhãs

O sabor das massas

E das maçãs

 

É preciso amor

Pra poder pulsar

É preciso paz pra poder seguir

É preciso chuva para florir

 

Sinto que seguir a vida

Seja simplesmente

Conhecer a marcha

E ir tocando em frente

 

Como um velho boiadeiro

Levando a boiada

Eu vou tocando os dias

Pela longa estrada, eu vou

Estrada eu sou

 

Cada um de nós compõe

A sua própria história

E cada ser em si

Carrega o dom de ser capaz

De ser feliz

 

Todo mundo ama um dia,

Todo mundo chora

Um dia a gente chega

E no outro vai embora

 

Música no youtube: http://br.youtube.com/watch?v=mc3hIx90JR4

Sociedade

E a briga pelas cotas continua


 

E não é que os negros continuam reclamando do sistema de cotas das universidades!? Agora estão insatisfeitos porque muitas instituições estão beneficiando as pessoas carentes em geral e que tenham estudado em escolas públicas, e não apenas os afrodescendentes.

            Veja a declaração de Renato Ferreira, militante do movimento negro, para a Folha de São Paulo “o sistema de cotas no Brasil foi criado principalmente para a inclusão do negro nas universidades e acabou beneficiando também outras minorias. O número de instituições que não utilizam corte racial, no entanto, cresceu. É um retrocesso. Estão flexibilizando o sistema e excluindo os negros”.            Resumindo, eles não estão preocupados com a inclusão dos menos favorecidos, querem apenas que a sua raça tenha vantagens sobre as demais.

            Os que defendem estas cotas absurdas deveriam se preocupar mais em cobrar dos governantes um ensino público decente, para que, ao chegar o vestibular, todos estivessem em condições iguais de concorrer a uma vaga.

            Fica aqui também a declaração que Mãe Stella, uma das  mães-de-santo mais conceituadas de Salvador, deu ao Terra Magazine: “O negro tem obrigação, como todo o ser humano, de ser inteligente, de ir pros livros, fazer pesquisas, dar conta de seu recado direitinho. Estão sendo acessíveis com eles, como se fosse um favor: coitadinhos, deixem eles passar... Não é isso. Tem a obrigação de estudar. Se ele estuda, não tem quem discrimine. Porque se discriminar, tem a Justiça aí”.

Animais

Salvem as baleias!


 

A hipocrisia realmente não tem limites. A Austrália está tendo que deslocar aviões para supervisionar a absurda caça de baleias que os japoneses realizam nesta época do ano na região Antártica. O governo australiano saberá a o número total das baleias capturadas, assim como quais espécies foram caçadas.

            A caça de baleias para fins comerciais está proibida pela Comissão Baleeira Internacional desde 1986. Para burlar o veto, o Japão (e a Islândia) usam a desculpa de que caçam cerca de 2000 cetáceos por ano para fins científicos. Em uma conta rápida, nos últimos 21 anos foram usadas 42 mil vidas em estudos destes dois países, mais do que o número de mortos de muitas guerras. Até onde eu lembre, nenhum estudo relevante divulgado pela mídia internacional envolveu baleias, e, ainda que tivesse envolvido, não justificaria tirar a vida dos animais para beneficiar o homem.

            Agora veremos, já que a Austrália se propôs a fiscalizar o extermínios das baleias, que tomem as devidas providencias caso sejam desrespeitados os acordos. Não adianta nada dizer que o Japão está fazendo as coisas ilegalmente e ninguém tomar uma atitude mais rigorosa contra isso.

Literatura

Citação


 

Voltando de férias, volto a postar no blog, e prometo que tentarei fazer isso diariamente.

Hoje deixo apenas uma citação que li nas férias e achei muito interessante, não só pelo conteúdo, mas por seu autor e a obra na qual ela aparece.

 

“Em primeiro lugar, a leitura deve auxiliar a formação do espírito, a despertar as disposições intelectuais e inclinações de cada um. Em seguida, deve fornecer o instrumento, o material de que cada um tem necessidade na sua profissão, tanto para o simples ganha-pão como para a satisfação de mais elevados desígnios. Em segundo lugar, deve proporcionar uma idéia de conjunto do mundo. Em ambos os casos, é, porém, necessário que o conteúdo de qualquer leitura não seja confiado à guarda da memória na ordem de sucessão dos livros, mas como pequenos mosaicos que, no quadro de conjunto, tomem o seu lugar na posição que lhes é destinada, assim auxiliando a formar este quadro no cérebro do leitor.”

 

Minha Luta – Adolf Hitler

 

Torcida

A diferença entre torcer e assistir


 

Hoje é dia de festa no Morumbi, estádio lotado, Galvão delirando, bandeirinhas sendo distribuídas, famílias e mais famílias presenciando a seleção brasileira, oitava maravilha do mundo. Ao entrar em campo os guerreiros convocados para a peleja serão efusivamente ovacionados e aplaudidos por todos. Na hora do hino a comoção será geral, uma perfeita sintonia entre público e os astros. O jogo começará, a platéia sentará, e só vai levantar a bunda da cadeira quando sair um gol do Brasil ou, caso o selecionado canarinho esteja jogando mal, para vaiar. Não há nada mais chato do que assistir à um jogo desses no estádio.

            O torcedor da seleção brasileira é assim, pessoas frias, que buscam apenas acompanhar a partida e não torcer de verdade. Não cantam, não apóiam, não comovem, não ficam comovidos, não ajudam o time, não empolgam ninguém, ou seja, não torcem. Isso reflete, e muito, no comportamento dos jogadores brasileiros, que jogam sem garra, sem raça, sem vibração.

            O cidadão, seja ele quem for, tem que entender que a arquibancada (ou numerada, ou cativa, ou as áreas VIP’s) é lugar para torcer e não assistir aos jogos. Se for para apenas observar a partida fique em casa, a Globo transmite, você gasta menos, não toma chuva, não paga flanelinha nem corre o risco de ter o carro roubado, não pega filas monstruosas, não se envolve em brigas de torcidas, não ajuda seu time, não entende o que se passa no coração de quem torce de verdade e, na derrota ou na vitória, não compreende como um cidadão pode chorar por causa de futebol.

Vá ao estádio, mas entenda que lá não deve existir platéia ou público, e sim torcida.

 

PS: Hoje, Brasil 0 x 1 Uruguai. Gol de Lugano.

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